A traição

Evangelho de São João, capítulo 13, versículo 18: “Aquele que come do meu pão levantou contra mim o calcanhar”

Deparei-me com três trechos do evangelho que me trouxeram duas  revelações de Deus: A primeira sobre esta tradição de queimar o Judas, e a segunda sobre como lidar com a traição.

No evangelho de São João, capítulo 13 versículo 18 diz: “Aquele que come do meu pão levantou contra mim o calcanhar”. E no versículo 21 diz: “Depois de dizer isso, Jesus ficou interiormente perturbado”.

Vamos analisar:

“Aquele que come do meu pão”: Alguém muito próximo, íntimo, que compartilha do dia a dia… Que pode ser o pai, a mãe, um filho, um grande amigo, um familiar…

“Levantou contra mim o calcanhar”: Traiu-me, me apunhalou pelas costas, agiu covardemente contra mim…

“Jesus ficou interiormente perturbado”: Ficou mexido com o acontecimento, entristecido, confuso…

Jesus foi traído por um dos seus; ficou perturbado, mas não com ódio de Judas, nem se vingou dele. De onde Lhe veio então esta força de superação? Neste mesmo capítulo 13 do evangelho de São João, no versículo 34, diz: “Eu vos dou um novo mandamento: Amai-vos uns aos outros. Como Eu vos amei, assim também vós deveis amar-vos uns aos outros”. Jesus nesta hora afasta o ódio com o amor. E ensina os seus a romperem toda espécie de ódio pelo amor. Só o amor capacita alguém a superar uma traição. E este amor é um amor de decisão. Nunca superaremos uma traição se não nos decidirmos a amar. E amar não com emoção, mas com decisão. A dificuldade que temos de amar é porque não há em nós muitas vezes uma decisão, ainda ficamos na emoção, esperando brotar em nós o desejo de amar. Diante de uma traição podemos até ficar perturbados como Jesus, mas não odiosos. O ódio cega.

Se há um Judas em sua vida, há ali uma grande oportunidade de amar! Mas é claro que é mais fácil “queimar” o Judas. Mas já pensou se Jesus tivesse “queimado” Judas? Estaríamos ainda no “olho por olho, dente por dente”.

Não esqueça Se há um Judas em sua vida, há ali uma grande oportunidade de amar e não de queimá-lo! E quem garante que não somos ou seremos um dia Judas na vida de alguém? E aí, gostaria de ser “queimado”?

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