Banhados no Espírito Santo

Pode-se comparar a efusão do Espírito Santo àquele fenômeno que acontece ao pegarmos uma jóia e banhá-la no ouro. Vocês sabem que muitas das jóias que usamos não são de ouro puro. São banhadas. Pode ser um banho mais forte, mais fraco, mas são banhadas em ouro. Por que essa comparação? Porque nós somos criaturas humanas, somos o metal; Deus é o ouro e nós somos banhados.

A expressão “ser batizado” significa justamente isso. Pode-se dizer da peça banhada em ouro que ela é batizada no ouro, e o ouro adere àquela superfície, e ela se torna totalmente diferente, adquire propriedades que não tinha antes. Era um pobre metal, mas agora ficou realmente dourado. E o ouro realmente adere àquela superfície. O mesmo acontece conosco.

Mas com o uso, o metal banhado em ouro vai perdendo o banho pouco a pouco, porque não é ouro. O mesmo acontece conosco. Nós não somos divinos. Somos humanos. Mas fomos banhados pela divindade, como o metal foi banhado no ouro. Por isso, precisamos ser mais e mais banhados no ouro do Espírito Santo.

E justamente o uso, o gasto que vamos sofrendo pelo nosso trabalho apostólico, pelo uso dos dons, para ir à frente, para testemunhar em face das multidões… isso tudo vai nos desgastando. Precisamos receber sempre de novo o banho no Espírito.
(Trecho do livro “A Sabedoria está no ar” de monsenhor Jonas Abib)

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