É importante ter hábitos religiosos?

O trecho do evangelho de São Lucas transcrito abaixo, é bem claro e nos mostra duas coisas importantes:

“Subiram dois homens ao templo para orar. Um era fariseu; o outro, publicano. O fariseu, em pé, orava no seu interior desta forma: Graças te dou, ó Deus, que não sou como os demais homens: ladrões, injustos e adúlteros; nem como o publicano que está ali. Jejuo duas vezes na semana e pago o dízimo de todos os meus lucros. O publicano, porém, mantendo-se à distância, não ousava sequer levantar os olhos ao céu, mas batia no peito, dizendo: Ó Deus, tem piedade de mim, que sou pecador! Digo-vos: este voltou para casa justificado, e não o outro. Pois todo o que se exaltar será humilhado, e quem se humilhar será exaltado”. 

1) Ninguém pode se considerar melhor que ninguém, principalmente diante de Deus. Nada garante que serei salvo, ou que Deus gosta mais de mim por “ter hábitos religiosos”. É importante e necessário sim ter hábitos religiosos, mas estes são válidos quando me torno alguém misericordioso.

2) Podemos até não ser ladrões, injustos, adúlteros ou assassinos; podemos até ir à Igreja, jejuar, dar dízimo, ofertas, etc. Mas, se nos faltar amor e misericórdia, tudo que fizermos será em vão.

Eis a grande verdade: “Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver caridade, sou como o bronze que soa, ou como o címbalo que retine. Mesmo que eu tivesse o dom da profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência; mesmo que tivesse toda a fé, a ponto de transportar montanhas, se não tiver caridade, não sou nada. Ainda que distribuísse todos os meus bens em sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, se não tiver caridade, de nada valeria”!

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