Os novos ‘templos’ e a distorção da Páscoa

Os novos ventos que sopram nesses tempos da informação, vendida à velocidade da luz, impulsionaram a sociedade a um desvio para o demasiado consumo e desregrado prazer em ter e possuir que a todos alcança.

Sem dúvida, a economia é uma importante e necessária engrenagem que sustenta a sociedade contemporânea e faz andar a vida dos homens, no entanto, o que surpreende são as novas formas de pensar e agir – estimuladas pelas redes sociais e por programas de TV de baixo nível e conteúdo leviano – que nos levam a modificar hábitos, com riscos de equívocos prejudiciais na formação das pessoas.

Os espíritos mais aguçados e sóbrios também caíram nas malhas do insaciável mercado, ‘fabricante de sonhos’, como os shoppings – ‘templos do consumo’ – orientados a nos distrair e a fazer esquecer, temporariamente, os desafios e afazeres do dia a dia.

A devoção a coisas de pouca ou nenhuma importância, não raras vezes, nos induz a um arcabouço que pode enfraquecer nossos valores mais profundos e nos tornar ainda mais presunçosos, arrogantes e egoístas, cerrando os ouvidos e inibindo o olhar para a perenidade da Páscoa.

Para muito além da mesa farta de chocolates e outras guloseimas, a verdadeira Páscoa nos faz compreender na humanidade de Cristo, a chance reparadora, restauradora de nossa integralidade como pessoa.

Nós cremos na Viva Esperança! Assim, ressuscitaremos verdadeiramente toda vez que coexistirmos pacificamente com nossos semelhantes e dispensarmos nosso tempo aos mais necessitados, pois a Ressurreição só acontece de fato quando praticamos a verdade, o amor e a caridade.

A Ressurreição em Cristo não nos limita, absolutamente, mas nos edifica e eleva à Essência mesma, Origem de nosso ser.

Fonte: Reinaldo César – Canção Nova Notícias

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