Não rotule e não se permita rótulos

Gostei deste texto. O autor é o padre Flavio de Pouso Alegre.

“Quaisquer produtos comercializados nos supermercados trazem consigo um rótulo na embalagem. Quanto mais chamativo o rótulo, tanto maior será a chance de o consumidor observar o produto. As estratégias são muitas para atrair a atenção do consumidor: cores, letras… Fato é que o rótulo é algo imposto pela indústria visando a visibilidade e aquisição do produto. Cada olhar o [rótulo] contempla a partir de uma perspectiva particular. Há rótulos que atraem e há aqueles que causam repulsa. Olhar o rótulo de cada embalagem é sempre um jeito singular de ver cada produto exposto nas prateleiras.

Nas prateleiras da vida, muitas pessoas têm sido julgadas como um produto qualquer. Muitas pessoas, ao longo da vida, foram adquirindo rótulos impostos pela sociedade. Há indivíduos com rótulos chamativos que atraem a atenção de um grande número de pessoas. Quem carrega consigo um estereótipo sabe como é difícil se libertar dele. Muitos passam a vida toda carregando um rótulo já vencido pelo tempo dos sofrimentos e das decepções. Outros ainda tentaram arrancar um rótulo que lhes foi imposto. Contudo desistiram ao longo do caminho e hoje vivem presos a uma marca que não condiz com o que vivem hoje.

Quem já tentou retirar algum rótulo de uma embalagem de vidro sabe a dificuldade que é. Muitos destes estão de tal forma colados na embalagem que é preciso muita persistência e força para que sejam arrancados”.

Diante disso tudo, cuidemos para não rotular as pessoas, nem a nós mesmos. Pois desfazer isso é muito difícil. Cada um precisa ser o que é e não o que acham…

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