Deus não é supermercado!

“Que eles façam o bem, se enriqueçam de boas obras, sejam prontos a distribuir, capazes de partilhar”. Primeira Carta a Timóteo, capítulo 6, versículo 18. O ser humano é naturalmente utilitarista e egocêntrico. E isso já vem desde pequeno. Basta ver a criança vive centrada em si mesma, e não consegue se colocar, no lugar do outro, dessa forma o olhar as próprias necessidades é o comportamento mais comum no pequeno, que obviamente tem tudo em suas mãos. Sim, há um utilitarismo no ser humano que supera o aceitável, essa mentalidade faz as pessoas perderem o senso de generosidade, de gratuidade e o que é pior, adquire uma prática de se relacionar por interesse. Usa-se as pessoas em benefício próprio, adquire-se amigos e até casamentos, buscando extrair um complemento daquela pessoa, essa acaba sendo descartada como uma laranja já sem suco, assim que não puder mais me servir em algo.

       Mas o pior de tudo é que estão fazendo o mesmo com Deus, estão buscando no Pai a solução para os seus problemas “impossíveis” e ou não oferecem nada em troca ou o descarta assim que a graça é alcançada. Imagine você, se entregando inteiramente a um relacionamento, doando sua vida para bem servir aquele que o procurou, mas dias depois, quando já não for útil aos propósitos daquela pessoa, ela passa e lhe cumprimentar com falta de consideração. O mundo hoje está fazendo isso com Deus, porque para alguns não bastou cometer isso aos que estão à sua volta. Deus não é supermercado, aonde só vamos a ele quando precisamos de algo. Pelo menos em um supermercado vamos lá, pagamos pelo produto e o levamos para casa sem sairmos de lá devedores, ao passo que ao alcançar a graça divina viramos as costas aos princípios de Deus e seguimos com nossa vida pecaminosa, tornando-se assim devedores para com o Pai.
       É triste, mas é uma realidade muito constante, tratar tudo e todos como descartáveis, e se fraquejarmos acabamos culpando as pessoas pelos nossos problemas, quando nossa principal dificuldade na verdade não é o sofrimento, mas viver constantemente focados em nós mesmos. “Poxa meu Deus! Isso só sucedeu comigo por culpa sua, como deixou isso acontecer com seu filho? Vou à Igreja todos os dias”. O que você tem feito para merecer sua graça? De que forma está preparado para recebê-la? Está enxergando Deus apenas como o solucionador dos seus problemas?
Colaboração: Carlos, Ipatinga-MG
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