O mundo da época de Jesus não difere em nada daquilo que vivemos hoje. No evangelho de São Mateus, capítulo 5 Jesus explica como era: “Tendes ouvido o que foi dito: Olho por olho, dente por dente”. Ou seja: O mal feito tinha que ser vingado. E sua proposta era: Eu, porém, vos digo: não resistais ao mau. Se alguém te ferir a face direita, oferece-lhe também a outra. Se alguém te citar em justiça para tirar-te a túnica, cede-lhe também a capa. Se alguém vem obrigar-te a andar mil passos com ele, anda dois mil. Dá a quem te pede e não te desvies daquele que te quer pedir emprestado”.

E ainda em nossos dias, continuamos a ouvir a voz da vingança, da intolerância. Parece que existe um clamor para que de fato, vigore a Lei do “olho por olho, dente por dente”. Impaciência e nervosismo imperam. Ninguém quer ceder como orientado por Jesus: “ceder a túnica”, “oferecer a face”… Até mesmo em ambientes de igreja, não se corre atrás da “ovelha perdida”, apesar de se desejar “a paz de Jesus”, “Deus te abençoe”, “eu te amo”…

O grande problema do tempo de Jesus e do nosso é que ainda não entendemos que amar é mais que sentimento. Amar é se doar, amar é ceder. Sim! Amar é ceder: Ceder tempo, ceder espaço, ceder a minha vez… E se achamos que isso é impossível, basta observar nossas mães; que sempre cedem horas, tempo… Observe-a.

Edson Oliveira

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