Fé: Emoção ou compromisso?

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É um enorme engano tratar a fé numa perspectiva emocional. E há quem assim o faça, apoiando-se no conceito de que Deus me ama como sou, do jeito que eu sou. De fato, esta é uma grande verdade. Mas amor é compromisso. Compromisso das duas partes. Não é por falta desse entendimento que muitos casamentos se acabam? Porque não pode só uma das partes amar. Amor é antes de tudo compromisso.

Quando uma das partes em um relacionamento deixa de manifestar amor, é porque esse amor já não está tão sólido. Ele já está corroído ou pelo egoísmo de só exigir do outro ou pelo comodismo de só receber, sem dar nada, sem fazer a parte que cabe… Às vezes se diz que a pessoa que não recebia amor se cansou, o amor acabou ou esfriou. Na verdade, quem deixou de dar amor foi quem esfriou no amor. O resto a seguir são só consequências.

Com Deus não é diferente. Ele sempre nos amará e do jeito que somos. Mas a falta de compromisso com Deus, esfria o relacionamento. Nos tornamos incrédulos, vamos nos sentindo indignos de estar com Ele. E as consequências disso são desastrosas: Vão desde doenças físicas a perda de bens materiais – de doenças emocionais a perda de amizades – de perda da fé a depressão e suicídio.

Como se livrar disso? São João em sua primeira carta, capítulo 3, versículo 22 nos diz: “Tudo o que Lhe pedirmos, receberemos d’Ele porque guardamos os Seus mandamentos e fazemos o que é agradável a Seus olhos”. A nossa vida de fé, a nossa vida com Deus, exige compromisso; caso contrário vira mágica. E Deus não é um mágico disponível para fazer nossos mimos. Ele é um pai que ama e cuida. Quem a esse amor corresponde, cumprindo Seus mandamentos e fazendo o que Lhe é agradável, recebe tudo que Lhe pedir.

Edson Oliveira

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