O maior legado que alguém pode deixar é a coerência entre aquilo que dizia e aquilo que fazia

falarNão deveria haver distância alguma entre falar e fazer, pois o falar deveria ser uma reprodução natural daquilo que fazemos. Mas muitas vezes vemos que o falar se dissocia do fazer, do agir. E isso acontece no mundo político, quando ouvimos tantos discursos e promessas e pouca ação ou muitas ações em torno de interesses pessoais ou partidários. Mas esse falar e não fazer não é privilégio do mundo político. Este mal atinge empresas onde chefes esquecem que a maior dádiva de um líder é servir e exigem tanto dos que lhe são subalternos, escondendo-se nos títulos e diplomas; daí, as pessoas lhe obedecem pelo título e não por aquilo que é. E além disso, esta mazela de falar e não fazer pode destruir relações de amizade e familiar, quando se fala tanto de amor e amizade, mas pouco se demonstra ou se cultiva amizades por meros interesses e após conquistar o que se pretendia, simplesmente se abandona aquela pessoa.

No tempo de Jesus não era diferente. Sua maior briga com os fariseus era justamente porque falavam muito, exigiam demais, porém eles mesmos não praticavam seus ensinos. A respeito deles e que serve muito bem para os dias de hoje, disse Jesus no evangelho de São Mateus, capítulo 23, versículo 3: “Observai e fazei tudo o que eles dizem, mas não façais como eles, pois dizem e não fazem”.

Dizer e não fazer, é provavelmente um mal capaz de destruir toda e qualquer relação familiar, de trabalho e na Igreja. O maior legado que alguém pode deixar, certamente será ser lembrado pela coerência entre aquilo que dizia e fazia.

Edson Oliveira

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