O que fazer quando soprar um “vento rijo”?

barco

Apesar de não entender nada sobre aspectos da natureza, de maneira especial sobre mar, rio, águas e navegação, percebo mesmo assim que há uma enorme semelhança entre a vida, o mar e tudo que envolve navegar. Há momentos de calmaria, momentos de fácil navegação e também existem aqueles momentos, onde o mar se agita e navegar é quase impossível, exigindo assim, da parte do navegador, conhecimentos, técnicas e acima de tudo, calma e a confiança de que aquele momento vai passar. O evangelho de São João, capítulo 6, versículos 16 a 21 nos narra um episódio ao mar envolvendo Jesus e Seus discípulos:

Chegada a tarde, os seus discípulos desceram à margem do lago. Subindo a uma barca, atravessaram o lago rumo a Cafarnaum. Era já escuro, e Jesus ainda não se tinha reunido a eles. O mar, entretanto, se agitava, porque soprava um vento rijo. Tendo eles remado uns vinte e cinco ou trinta estádios, viram Jesus que se aproximava da barca, andando sobre as águas, e ficaram atemorizados. Mas Ele lhes disse: Sou eu, não temais”.

Deixei em negrito de propósito, a expressão “vento rijo”. Um vento rijo, não é um vento qualquer. A palavra rijo significa: Intenso, forte, que não quebra facilmente, constante… Aquele vento que os assolava tinha então essas características. Isto para quem está a navegar é terrível e exige extrema habilidade e serenidade para não se desesperar e afundar. E no “mar da vida”? Como não afundar diante dos “ventos rijos” que sopram? Como por exemplo: Uma desilusão, a perda de alguém, dificuldades financeiras, doença…? A resposta está no texto acima: “viram Jesus que se aproximava da barca”. Quanto mais for rijo o vento que soprar, mais ainda nosso olhar tem que se voltar para Jesus. Isso se dar pela oração, buscando orientação com pessoas de caminhada com Deus e não valorizando, não fixando os olhos, nem o coração, nem as palavras no vento rijo.

Edson Oliveira

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