Idolatrar é o ato de escolher, adorar e servir a algo ou alguém, pondo-o no lugar do Deus verdadeiro. A idolatria é definida por São Paulo, na carta aos Romanos, capítulo 1, versículo 25, da seguinte forma: “Trocaram a verdade de Deus pela mentira, e adoraram e serviram à criatura em vez do Criador, que é bendito pelos séculos!” Aqui está claro: “adoraram e serviram à criatura em vez do Criador”. Poderia qui falar de tantas formas de idolatrias e deuses, mas apenas retrato um, o dinheiro.

O Papa Francisco, dia 17/11/2016, falou a cerca de 500 participantes da Conferência Internacional das Associações de Empresários Católicos (UNIAPAC). Se referiu ao dinheiro, dizendo que o mesmo “existe para servir, não para governar”. É justamente nesse tempo de crise, que vemos provada a fé. É o tempo da crise, momento favorável de avaliarmos em quem pomos nossa confiança, a quem adoramos, a quem servimos. É certo que precisamos do dinheiro, mas ele não pode nos governar.

A operação lava jato tem nos revelado um triste espetáculo de homens e mulheres que adoraram e adoram o dinheiro e por eles são governados; por isso, caíram e cairão na ruína. Vemos nomes de famílias, de empresas e de pessoas que tinham tudo para serem referência na história do pais, envoltas num lamaçal. São tantas descobertas, que a cada dia aguardamos mais um nome surgir. Não erraram por ganhar dinheiro, mas sim por ganharem de forma desonesta, corrupta e idolátrica. Fica a pergunta: Vale a pena? Certamente não. Valeria a pena, se conformado com a máxima do Papa Francisco: “o dinheiro existe para servir, não para governar”.

Edson Oliveira

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