Prisioneiros das desculpas

Há uma parábola de Jesus no evangelho de São Lucas, no capítulo 14, versículos de 16 a 20, que diz assim: “Um homem deu um grande banquete e convidou muitas pessoas. Na hora do banquete, mandou seu empregado dizer aos convidados: ‘Vinde, pois tudo está pronto’. Mas todos, um a um, começaram a dar desculpas. O primeiro disse: ‘Comprei um campo, e preciso ir vê-lo. Peço-te que aceites minhas desculpas’. Um outro disse: ‘Comprei cinco juntas de bois, e vou experimentá-las. Peço-te que aceites minhas desculpas’. Um terceiro disse: ‘Acabo de me casar e, por isso, não posso ir’”.

Este evangelho é tão verdadeiro, quanto atual, por conter uma palavra chave “dar desculpas“. Tal parábola foi direcionada aos fariseus e doutores da lei, que não acolheram Jesus em Sua primeira vinda a esse mundo. Por outro lado, ela mostra a realidade de hoje, onde também nós, vivemos a dar desculpas quando o assunto se refere às coisas de Deus. Desculpas do tipo: “não posso, pois está chovendo/vai chover”, “não posso, pois está frio/quente”, “não posso, pois demora muito”, “não posso, pois estou cansado”…

O pior de tudo, é quando a pessoa que dá desculpas acredita nelas, tomando-as como verdades. Tais desculpas são na prática, falsas verdades que viciam, fazendo com que a pessoa viva aprisionada às suas desculpas, vivendo uma vida vazia, cercada de mentiras.

Edson Oliveira

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