Uma espiritualidade madura

“Eis que vem a hora – e já chegou – em que vos dispersareis, cada um para seu lado, e me deixareis só. Mas eu não estou só; o Pai está comigo”. João 16, 32

Interessante perceber nesta fala de Jesus, que essa realidade de ser deixado, de de repente, ver sumirem, aqueles que estavam à nossa volta, pode se tornar realidade na vida de qualquer pessoa. Ao dizer aos seus amigos que eles Lhe deixariam, de imediato Jesus afirma a Sua convicção de que não ficaria só, o Pai estaria com Ele. E certamente, por causa desta convicção, Sua humanidade suportou o abandono, a solidão, o sentimento de ser traído por aqueles, os quais Ele tanto se dedicou.

Algo que nos valeria e muito, nos momentos de frustração com as pessoas, em que nos sentimos abandonados ou até mesmo trocados por outros, seria a convicção da presença de Deus. A certeza de que Ele, mas do que uma ideia, um fazedor de milagres ou atendedor de preces, é alguém; alguém que caminha junto, direciona e dá sentido às coisas, mesmo quando elas não fazem sentido.

Diante do exposto, é preciso amadurecer a nossa espiritualidade. Deixarmos de ser conduzidos por uma espiritualidade ritualista, fazedora e meramente expectante. Tal espiritualidade, nada mas faz do que cultivar em nós um sentimento de que Deus é igual as pessoas: cobra, pune, abandona. Ter uma espiritualidade madura, nada mais é do que acercar-se de um Deus amigo, com o qual eu converso, choro, rio, brigo… Esse nível de espiritualidade conduziu grandes homens e mulheres da história, como João Paulo II, Teresa de Calcutá, Agostinho, Dulce dos pobres… que muitas vezes foram taxados como loucos, experimentaram uma vida solitária (pois poucos os compreendiam), mas jamais se sentiram sozinhos…

Edson Oliveira

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