Pessoas com inteligência espiritual, conseguem extrair de um sofrimento um novo caminho.

Nos narra o livro bíblico dos Juízes, que “veio o anjo do Senhor e sentou-se debaixo de um carvalho que havia em Efra, e pertencia a Joás, da família de Abiezer. Gedeão, seu filho, estava sacudindo e limpando o trigo na eira, para o esconder dos madianitas, quando o anjo do Senhor lhe apareceu e disse: ‘O Senhor está contigo, valente guerreiro!’ ‘Se o Senhor está conosco, peço-te, Senhor, que me digas por que nos aconteceu tudo isto? Onde estão aquelas tuas maravilhas que nossos pais nos contaram, dizendo: ‘O Senhor nos tirou do Egito?’ Mas agora o Senhor nos abandonou e nos entregou nas mãos dos madianitas”.  Juízes 6, 11-13

O questionamento de Gedeão não é diferente dos questionamentos que também fazemos diante dos sofrimentos. Gedeão estava cansado, pois todas as vezes que recolhia o trigo nos celeiros, os madianitas vinham e lhes roubava tudo, fazendo com que seu povo vivesse grande sofrimento. E em meio a tudo isso, lhe aparece um Anjo, dizendo que Deus estava com ele. Ao que Gedeão lhe questiona: “Se o Senhor está conosco, peço-te, Senhor, que me digas por que nos aconteceu tudo isto?”

A vida por vezes nos cansa diante de situações como enfermidades, desemprego, dificuldades financeiras, e tantos outros sofrimentos. E é nesta hora que a tentação quer nos pegar, colocando-nos esse mesmo questionamento que veio a Gedeão: “Se o Senhor está conosco, peço-te, Senhor, que me digas por que nos aconteceu tudo isto?” É certo que nenhum de nós quer sofrer. Mas todos passamos por sofrimentos. E isso não significa que Deus não está conosco. Diante do sofrimento, o que não podemos fazer é ficar nos perguntando o “por que?” Se assim fazemos, caimos nos braços da tentação; nos revoltamos e até perdemos a fé. Diante do sofrimento, é preciso buscar o “para que”? Pois o “para que”, não nos deixa estacionados, angustiados. O “para que”, nos remete a um aprendizado, ou seja: quando perguntamos o “para que” de algo, criamos forças, começamos a entender que esse sofrimento irá passar.

Uma pessoa que consegue, diante dos sofrimentos, mergulhar no “para que”, conseguiu atingir o que a psicologia tem chamado de inteligência espiritual. Em 1994, o psiquiatra Robert Cloninger afirmou que a inteligência espiritual é o que permite que o ser humano transcenda, encontre o sentido do sagrado e tenha comportamentos virtuosos. Pessoas com inteligência espiritual, conseguem extrair de um sofrimento um novo caminho. Abaixo, algumas formas de como desenvolver a inteligência espiritual, encontradas no site: https://www.ibccoaching.com.br/portal/comportamento/conheca-inteligencia-espiritual/

  1. Ampliar seu autoconhecimento;
  2. Identificar suas crenças e valores;
  3. Analisar os contextos aos quais está inserido;
  4. Saber quais são suas limitações, medos e anseios;
  5. Assumir a responsabilidade pelos seus atos;
  6. Mudar pensamentos e comportamentos sabotadores;
  7. Reagir frente às situações vividas;
  8. Construir ações e atitudes condizentes com os seus valores éticos;
  9. Ressignificar aquilo que não pode ser mudado;
  10. Exercitar a compaixão;
  11. Realizar conexões entre os contextos vividos;
  12. Tomar consciência daquilo que te motiva;
  13. Enxergar as diferentes possibilidades que possui;
  14. Compreender o seu papel no mundo.

Edson Oliveira

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