Falta-nos, uma espiritualidade impertinente!

“Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: ‘Se um de vós tiver um amigo e for procurá-lo à meia-noite e lhe disser: Amigo, empresta-me três pães, porque um amigo meu chegou de viagem e nada tenho para lhe oferecer, e se o outro responder lá de dentro: Não me incomodes! Já tranquei a porta, e meus filhos e eu já estamos deitados; não me posso levantar para te dar os pães; eu vos declaro: mesmo que o outro não se levante para dá-los porque é seu amigo, vai levantar-se ao menos por causa da impertinência dele e lhe dará quanto for necessário'”. Lucas 11, 5-9

Jesus ensina que a nossa espiritualidade deve ser impertinente. A princípio, essa palavra soa como algo negativo, mas não é. O fato é que, sobretudo em nossos dias, fala-se de esforço, foco, determinação pra tudo: Estudos, vida profissional e material como um todo e é justo que sejamos assim. Mas e a espiritualidade? É ela que nos mantém sóbrios diante das debilidades físicas e emocionais que nos surpreendem, mas pouco ou de forma errada, a ela recorremos.

O ensinamento de Jesus sobre espiritualidade, põe em relevo que esta deve ser exercida de forma impertinente. Tal palavra, consultada nos dicionários tem vários significados; mas encontrei no Dicionário Priberam da língua portuguesa, um significado que deixa bem claro o entendimento: “difícil de contentar”. Sem dúvida, aí está a razão do porque muitas pessoas desabam facilmente diante dos infortúnios da vida; pois sendo a espiritualidade o que nos dá sustento física e emocionalmente, muitas vezes ou sempre, ela é praticada de forma “rasa”, sem insistência, sem profundidade, sem impertinência.

Edson Oliveira

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