Quanto maior o sofrimento, maior deverá ser a nossa oração.

O momento era de grande tensão. Jesus tinha morrido, ressuscitou e retornou ao Céu. Os apóstolos ainda estavam assimilando todos os acontecimentos, pois a perseguição sobre eles estava em pleno vigor. Como se não bastasse, por meio de Pedro e João, um homem aleijado foi curado e por conta disso, foram presos, açoitados e proibidos de falar de Jesus. Ao serem libertos, encontram os outros que estavam trancados e com medo e após narrarem-lhes tudo que aconteceu, fazem a seguinte oração: “agora, Senhor, olha as ameaças que fazem e concede que os teus servos anunciem corajosamente a tua palavra. Estende a mão para que se realizem curas, sinais e prodígios por meio do nome do teu santo servo Jesus. Quando terminaram a oração, tremeu o lugar onde estavam reunidos. Todos, então, ficaram cheios do Espírito Santo e anunciavam corajosamente a palavra de Deus”. Atos 4, 20-31

Uma oração no mínimo estranha, pois eles foram presos e açoitados por conta do milagre realizado em nome de Jesus e mesmo assim, pedem: “estende a mão para que se realizem curas, sinais e prodígios por meio do nome do teu santo servo Jesus“. Poderiam diante de tanto sofrimento, fugirem, sentirem-se abandonados por Deus e até mesmo obedecer a ordem dos doutores da Lei e nunca mais falarem de Jesus, mas ao contrário, todo aquele sofrimento os estimula e por isso, ainda mais se voltam para Deus.

O sofrimento precisa nos estimular e não nos fazer desistir. Quanto maior o sofrimento, maior deverá ser a nossa oração. Caso contrário, seremos corroídos pelo medo e pela derrota.

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