Existem pedras no seu caminho? Conheça a “pedagogia do rio”.

“Naqueles dias, aqueles que se haviam espalhado por causa da perseguição que se seguiu à morte de Estêvão chegaram à Fenícia, à ilha de Chipre e à cidade de Antioquia, embora não pregassem a Palavra a ninguém que não fosse judeu. Contudo, alguns deles, habitantes de Chipre e da cidade de Cirene, chegaram a Antioquia e começaram a pregar também aos gregos, anunciando-lhes a Boa Nova do Senhor Jesus”. Atos 11, 19-20

Após a morte de Jesus, os Cristãos (aqueles que se declaravam seguidores de Jesus), foram ferrenhamente perseguidos. Estevão foi morto apedrejado, o que fez com que os Cristãos se espalhassem; note que a expressão usada aqui é que eles se espalharam e não que eles fugiram. E qual a diferença? Quem foge, foge para se esconder, se ocultar, até mesmo mudar de nome, recomeçar a vida de outra forma. Os Cristãos aqui citados não fogem, se espalham. Continuaram sendo quem eram: seguidores de Jesus. E até mesmo com mais fervor, a ponto de, na cidade de Antioquia, serem chamados pela primeira com o nome de Cristãos.

Os Cristãos daquele tempo usaram o que chamo de a “pedagogia do rio”. O rio quando diante do seu curso se depara com uma pedra, não para diante dela. Ele a rodeia e segue caminho. Bem verdade que de acordo com o tamanho da pedra, ele toma outra direção, mas logo ao passar por ela, retoma seu curso. Você jamais verá um rio reclamando da pedra, nem tão pouco se lamentando ou mesmo encerrando sua corrida. Ele simplesmente dá a volta em torno da pedra.

O Cristãos fizeram isso: diante da pedra da perseguição que se lançou sobre eles, se espalharam sem reclamação ou lamentação. E seguiram o curso, como faz o rio.

Edson Oliveira

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