A dor de ser ou se sentir “usado” por alguém.

Deus manda o profeta falar isto para Jerusalém: “Vai e grita aos ouvidos de Jerusalém. Isto diz o Senhor: ‘Lembro-me de ti, da afeição da jovem, do amor da noiva, de quando me seguias no deserto, numa terra inculta'”. Jeremias 2, 2, pois nos tempos difíceis de escravidão no Egito e na travessia pelo deserto, Deus os sustentou, os conduziu e nada lhes deixou que faltasse. E ao entrar na Terra Prometida, onde de se fartarem do que a terra lhes oferecia, se envolveram com outros deuses que ali eram adorados.

A vida nos oferece e nos oferecerá situações semelhantes, onde pessoas se aproximarão de nós e estarão conosco por algum tempo e de repente, quando algo lhes parecer mais “interessante”, nos dispensarão; causando assim uma sensação de que fomos usados ou que servíamos por um determinado tempo, onde tínhamos algo “interessante” a oferecer, mas ao surgir outro algo “mais interessante”, já não servimos mais.

Por mais que isso doa – pois ninguém gosta de ser usado – vale aqui refletir que se alguém errou foi quem o usou e não reconheceu o seu valor e o valor do que você ofereceu. Além disso, sendo usado ou não, você teve o que oferecer. E um dia aquela pessoa ao contar sua história, haverá de citar você. E se não citar, tenha certeza de que lembrará, pois uma história não se apaga como letras em um quadro escolar.

Edson Oliveira

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