Espiritualidade e Ritos podem caminhar juntos?

Através do Profeta Jeremias, Deus fala a Seu povo de uma nova aliança. A primeira aliança, feita por meio de Moisés no monte sinai, veio nas Tábuas da lei. Em Jeremias, Deus fala de “gravar a Sua Lei” não mais em tábuas de pedra, mas no coração, para que dali não saísse, nem fosse esquecida: “Eis a aliança que, então, farei com a casa de Israel – oráculo do Senhor: Incutir-lhe-ei a minha lei; gravá-la-ei em seu coração”. Jeremias 31, 33

Deus não está desfazendo a primeira aliança; mas ao “imprimí-la” no coração do homem, torna-o íntimo, depositário da essência d’Ele, restaurando no ser humano a dignidade de ser “imagem e semelhança de Deus”. Esta nova aliança não suprime os ritos, mas torna-os repletos de sentido, uma vez que, a pessoa repleta de Deus, passa a buscá-Lo não por medo, coação ou superstição, mas simplesmente por amá-Lo.

A isto, chamamos de espiritualidade, ou seja, o ato de cuidar das coisas do espírito. A pessoa que busca espiritualidade, tende a se relacionar com Deus de forma íntima e com isso adquire uma visão em Deus de si mesmo, do próximo, da religião, não necessariamente prendendo-se a ritos.

Desta forma, não estou desprezando a religião. O que não pode é acontecer como citado acima: uma busca da religião centrada unicamente em ritos, pois isto esvaziaria os ritos, tornando-os meros instrumentos supersticiosos, de medo ou de coação, enquanto estes na verdade, existem para ampliar nossa espiritualidade, nossa relação com Deus.

Edson Oliveira

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