A tão antiga e tão atual polarização…

A leitura Bíblica a seguir mostra uma realidade tão antiga e ao mesmo tempo tão atual, a tão falada polarização. O apóstolo Paulo na cidade de Corinto, precisa combater esta atitude do povo, mostrando-lhes que eles têm mais para unirem-se, do que para separarem-se, uma vez que, cada um tem seu papel, sua missão: “Quando um declara: ‘Eu sou de Paulo’, e outro: ‘Eu sou de Apolo’, não estais procedendo como pessoas simplesmente naturais? Pois, que é Apolo? Que é Paulo? Não passam de servidores, pelos quais chegastes à fé. E cada um deles exerce seu serviço segundo o dom recebido de Deus. Eu plantei, Apolo regou, mas Deus é que fazia crescer. De modo que nem o que planta, nem o que rega são, propriamente, importantes. Quem é importante é aquele que faz crescer: Deus”. 1 Coríntios 3, 4-7

Vivemos em tempos de variadas polarizações. De forma mais escancarada, vemos em nosso pais a polarização política, que se refere a divergência de atitudes ou posicionamentos ideológicos, podendo ser pública ou estar dentro de certos grupos. Ter divergência de opinião não é um problema em si, enquanto se respeita o espaço do outro e não se baixa o nível com agressões, palavreados ofensivos à honra do outro e não se utiliza das famosas “fake news”. Política é discussão de ideias. Quando não se faz isso, perde o povo, que anseia por soluções.

Não conversar com o oposto é prova de imaturidade. Significa que ainda estamos muito longe da sonhada “civilização do amor”, da qual falou o Papa Paulo VI: “A civilização possui um significado de um progresso de estado de vida para outro, mais evoluído, de respeito, de dedicação, de doação e de amor. Todas as instituições deveriam evoluir para algo melhor, surgindo novos pensamentos, novas culturas em vista de uma convivência fraterna, de amor”. Por isso houve esta expressão inaugurada pelo bem-aventurado Papa Paulo VI da “civilização do amor”, desejando que todas as pessoas superem as divisões, os conflitos de guerra, de convivência humana para uma civilização do amor.

A nova política exige que homens e mulheres entendam que um planta, outro colhe e assim, cada um faz sua parte, ainda com pensamentos opostos, porém convergindo sempre para o bem da sociedade.

Edson Oliveira

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