É possível viver num paraíso?

Uma regra tão simples, aparentemente óbvia, ou seja: de fácil entendimento, clara, evidente. Se fosse colocada em prática por todos, viveríamos num verdadeiro paraíso: “O que vós desejais que os outros vos façam, fazei-o também vós a eles”. Lucas 6, 31

Mas onde está a dificuldade em viver isto? A dificuldade consiste no fato de que o ser humano é sedento de verdade, de conhecimento, de preenchimento, de alegria, de sentido para a vida. Basta ver a imensa quantidade de pessoas que caem em golpes velhos e novos constantemente, como o golpe da loteria, onde alguém apresenta um “bilhete premiado” e “oferece” por um valor bem inferior – a sede por dinheiro, por uma condição de vida melhor, cega a pessoa a ponto de não raciocinar, sobre o por que alguém venderia seu próprio bilhete premiado por um baixo valor, ao invés de se dirigir a um banco e retirar todo o valor. Também existem os golpes na fé, onde um suposto “curador” ou “milagreiro’, promete curas e até mesmo vantagens diversas, mas a pessoa tem que lhe pagar determinado valor – e a pessoa paga ou doa literalmente tudo que tem. É a sede de se apegar algo, de paz, de alegria, enfim… a razão de tudo é sede.

A pessoa que tem fome e sede fica tão desesperada, que fica cega e faz qualquer coisa para ser saciada. E no desespero, às vezes não faz o óbvio que seria até mesmo pedir. Bom, voltando ao que disse Jesus: “O que vós desejais que os outros vos façam, fazei-o também vós a eles”. Lucas 6, 31. Isso é tão óbvio que não fazemos; porque a sede de amar e ser amado é tão grande e o ensinamento tão simples, que acabamos não fazendo.

Que tal a partir de hoje fazer óbvio? Comece por sua casa, seu trabalho, na Igreja… Faça com as pessoas o que você gostaria que elas fizessem por você. As coisas começarão a mudar – será o começo do paraíso…

Edson Oliveira

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