A tentação de querer atenção

Após curar um leproso que se colocou diante d’Ele de joelhos, suplicando que o curasse, Jesus o diz: “vê que não o digas a ninguém” – Marcos 1, 44. Tal pedido de Jesus ao leproso, foi para evitar o alarde que produziria no meio do povo o milagre realizado.

Em nenhum momento Jesus quis holofotes, bajuladores ao Seu lado, nem tampouco que as pessoas por Ele beneficiadas, criassem uma relação de subserviência, por conta do favor realizado.

Aqui é interessante pensar, que consciente ou inconscientemente, temos a tentação de quando desagradados por alguém que em algum momento beneficiamos, dizer: “nossa, fiz tanto por ele (ela) e me trata assim” ou ainda, “não ajudo mais ninguém, pois ajudei fulano (a) e quando precisei virou-me as costas”. Esse tipo de fala ou pensamento, revela na verdade, que ao fazer o bem, queremos recompensa, ser reconhecidos e até mesmo “incensados”.

Ao curar aquele leproso e dizê-lo: “vê que não o digas a ninguém” – Marcos 1, 44, Jesus o deixa livre e se torna livre – Fiz o que tinha que fazer e isto basta! Quem sofre porque aquele (a) a quem ajudou não reconhece, nada mais tem, que o desejo ainda que inconsciente, de ser afagado, reconhecido e até mesmo tornar-se popular, pela “bondade” realizada.

Ao fazermos algo bom, precisamos ficar felizes pelo bem feito e pronto!

Edson Oliveira

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