O perigo do fanatismo

Na Tradução ecumênica da Bíblia (Bíblia TEB de estudos), há uma nota de rodapé a respeito da observância do sábado, que diz assim: “a obrigação do sábado, cessa quando sua obediência acarreta grave dano para a pessoa”. Esta nota refere-se diretamente ao versículo 27 do capítulo 2, do evangelho de São Marcos, quando Jesus diz aos fariseus que “o sábado foi feito para o homem e não o homem para o sábado”. Jesus assim os falou por conta do episódio em que foi criticado, quando permitiu que Seus discípulos, estando com fome, colheram espigas para comer em dia de sábado.

Ao dizer-lhes que “o sábado foi feito para o homem e não o homem para o sábado”, Jesus apenas põe em relevo a vida, pois não poucas vezes, a Bíblia relata momentos de conflito dos fariseus para com Jesus, até mesmo por Ele curar doentes em dia de sábado. Sendo assim, tão inflexíveis, os fariseus tornaram o sábado, não um dia de paz, de recolhimento, de Bênção, mas de conflitos, onde todos tornaram-se reféns da Lei, criando leis para a Lei, como por exemplo, não poder visitar alguém, ainda que estivesse enfermo ou necessitado de algo.

Todo este conflito do sábado, precisa deixar claro que tudo que fazemos, em termos de fé, mas também em todas as esferas da vida, se se torna um fardo, uma mera obrigação, estando acima da caridade e do zelo para com o ser humano, deve cessar, sob pena de tornar-se ou já ter se tornado fanatismo, que nada mais é que o “excesso de admiração (cega e veemente) demonstrada por algo ou por alguém – sistema, doutrina, partido político, religião, ídolos etc”. Fonte: https://www.significados.com.br/?s=fanatismo

Edson Oliveira

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