Acolher não significa concordar

“Naquele tempo, os publicanos e pecadores aproximaram-se de Jesus para o escutar. Os fariseus, porém, e os mestres da Lei criticavam Jesus. ‘Este homem acolhe os pecadores e faz refeição com eles'”. Lucas 15, 1-2

Jesus nos deixou um grande legado, que não se restringe à Igreja: o acolhimento – a esta sim, por excelência, o acolhimento é um imperativo – mas também na família, na empresa, em todos os setores da sociedade, o acolhimento deveria ter lugar de destaque.

Não acolher é tornar-se distante: ou por se sentir superior ou por não tolerar o diferente, o contraditório, ou ainda por ver no outro uma ameaça – sinal claro de insegurança, de medo – de que no fundo, falta convencimento próprio de quem se é.

Por outro lado, acolher não significa concordar, fazer o mesmo que o outro faz. Jesus “acolhia os pecadores e fazia refeição com eles”, mas era totalmente diferente deles. Nos provou assim, que acolher é ter sua opinião, agir diferente, deixando isso claro a todos, e mesmo assim ser capaz de conviver.

Edson Oliveira

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